quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Feijões e "Sabões"

Dia desses minha mãe reclamava do preço de uma caixa de sabão glicerinado que ela era acostumada a comprar no valor de vinte e três reais e que depois subira para vinte e sete e agora passava dos trinta e sete. Na mesma conversa vinha o valor salgado do feijão, que é cozinhado na água e no sal pela grande maioria dos brasileiros, cinco reais por um quilo do feijão nosso de cada dia. Conversando com algumas pessoas aqui e acolá, colhendo informações de preços nos mercantis, bodegas e grandes centros de compra na internet acabei por descobrir que a única coisa que ainda não subiu de preço foi o mínimo salário mínimo.
Ana, uma amiga de tantas farras, contou-me que havia visto num noticiário um especialista afirmando que, se o salário fosse acompanhar a inflação ele já passaria dos mil reais e que do jeito que as coisas estão indo vamos ter que pagar caro por cada deputado que elegemos para nos "representar" nas câmaras pelo mundo afora.Porque o que eles mais sabem fazer é inflar os próprios salários, enquanto inflam-se os preços dos "sabões" glicerinados que minha mãe usa receitados pelo dermatologista e dos feijões que agora serão obrigados a transformar-se em mágicos e, quem sabe, se plantarmos poderemos chegar à uma galinha dos ovos de ouro.
Porém é uma pena, pois se encontrássemos uma galinha pondo ovos em dias de tantos preços altos será mais fácil juntar tudo e fazer uma boa galinhada com ovos fritos, feijões e "sabões".

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