Ininterruptos, os pensamentos são reavaliados à noite.
Pela manhã começam a jorrar dos olhos as primeiras
lembranças do vir-a-ser do que será o dia.
Ao meio dia, sofrendo de uma fome sem dor,
os ossos tremem ao tilintar dos copos, talheres e pratos.
Ouvindo ensurdecedores descaminhos do amanhã
os pés concentram-se nos espinhos e pequenos pedaços
de vidro que se derramam por todos os lados
das fortalezas criadas para guardar um nada.
Devaneios surgem incessantemente ao me deitar.
Ininterruptos pensamentos se reavaliam sem parar.