Ultimamente tenho tido muita coisa.
Gastei o que não tinha e me privei dos meus desejos. Anseios já não tenho nem o quê pensar eu posso. Fiz-me várias promessas vãs
cortei meus pulsos com navalhas enferrujadas,
as mesmas usadas na decaptação dos homens de Lampião.
Não quero mais ouvir nada,
não quero mais falar nada,
não quero mais ver nada.
Só sentir o que nunca sentirei.
Me irritar com o barulho odiável
dos mosquitos à noite,
os que povoam a minha insônia de poucos minutos. Dedilhar uma música que não conheço
e que nunca fará sucesso.
Quebrar o violão do meu irmão.
Dormir sem cessar.
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