Ouvia os sons do tempo como quem sofre.
O contínuo estalar dos galhos secos no fogo
faziam tristeza em seu olhar.
Socorria a si mesmo quando em seu peito
caíam os prantos do sentir sozinho as mágoas alheias.
Sentia o calor das coisas enquanto dormia.
A eternidade lhe cobria, sempre que a friagem
vestia de veludo a noite.
Olhava em volta e nada via, nada mesmo.
Tudo estava fora do seu campo de visão,
não porque ele queria assim,
mas porque tudo era como que determinado.
Sumiam-se as coisas e o nada ocupava o lugar.
Só sentia frio nas noites quentes.
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