Deitado sobre si
lembrava de quando não tinha dezenove anos.
Elegia seus heróis e suas prostitutas,
também seus amantes.
Deitado sobre si
comentava suas honras de velho.
Regurgitava sentimentos novos,
recém comidos,
recém sentidos.
Deitado sobre si
Imaginava-se homem,
sem se perceber que não o era
de mentira.
Deitado sobre si
via os nós que não se juntam
aos eus de nossas relações erradas.
Pensava em somente ser sozinho
e poder, às tardes nostálgicas,
sentar-se sobre suas pernas e
sentir o peso de sua velha juventude
perdida.
2 comentários:
Parabéns... Gostei muito da poesia! Principalmente o começo =D
Vou seguir, se puder olhar o meu blog depois: http://julinhasoares.blogspot.com/
Beijos Jú Soares
Obrigado Júlia. Espero ter mais comentários seus por aqui.
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