Rios deságuam num imenso abismo
Deleitam-se por entre as veias abertas,
por entre as valas, por entre as fendas do absurdo.
Ferem as entranhas da terra com
sua pele fria, molhada.
Abrem espaços entre o horror e a glória.
Rios deságuam dentro da Terra
como se o furor dela não existisse,
não reagisse.
Um comentário:
Talvez seja vaidade minha , mais adoro uma bia poesia paradoxal , esse está linda , parabééns :)
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