Neste recanto achado,
perdido dos outros, vive a incontinência,
o andar desesperado das mágoas de outrem.
Andarilhos correm pelas beiradas dos abismos
toda tarde num despencar de palavras
insossas proferidas pelas bocas mudas
de quem não tem mais o que contar.
Nada.
Nem uma história de nada.
Um comentário:
Todo poeta amigo é como o Bilbo Bolseiro: vai caminhando sem pressa e compreendendo que há poesias que não podem ser traduzidas em palavras por que são perfeitas... mesmo a ausência de inspiração ou de palavras é poesia completa!
Por isso ser como o Bolseiro é ir contemplando e caminhando sem pressa. Não te culpes nem te inquietes!
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