sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

QUESTÕES SOBRE O TEMPO

Neste recanto achado, 
perdido dos outros, vive a incontinência, 
o andar desesperado das mágoas de outrem. 
Andarilhos correm pelas beiradas dos abismos
 toda tarde num despencar de palavras
 insossas proferidas pelas bocas mudas 
de quem não tem mais o que contar. 
Nada.
 Nem uma história de nada. 

Um comentário:

Leandro Costa disse...

Todo poeta amigo é como o Bilbo Bolseiro: vai caminhando sem pressa e compreendendo que há poesias que não podem ser traduzidas em palavras por que são perfeitas... mesmo a ausência de inspiração ou de palavras é poesia completa!
Por isso ser como o Bolseiro é ir contemplando e caminhando sem pressa. Não te culpes nem te inquietes!