Vou desenhar asas em tudo
para que o corpo não mais pese.
E que o vento não seja empecilho.
E que o teto seja apenas o céu.
Vou rabiscar penas nas costas,
colorir com aquarela todas as lacunas da alma.
Vou derramar tinta nos lábios,
pincelar os olhos com o mais branco das nuvens.
Fazer um verde brilhante para pisar
Vou desenhar um caminho novo,
sem perspectivas, sem medidas
que me leve à um lugar nenhum que eu já conheça.
Vou desenhar asas em tudo.
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