terça-feira, 12 de julho de 2011

Juízo Final

Delineado sobre o vento com as mãos postas sob o céu caminhávamos num pesar horrendo. Íamos conversando sobre tudo: as pessoas, os gostos, os pássaros.Éramos tristes, mas gostávamos daquele instante. Inexplicavelmente, aquele momento tinha sentido.
Depois de todo o cortejo, fomos em direção às águas. Banhamo-nos descontroladamente nas águas frias e profundas do desespero. De nada adiantava os urros, nem os clamores para que saíssemos dali. Estávamos como crianças mimadas e desobedientes. Estávamos tristes.
Logo ao meio dia veio o sinal. Aquela luz que ninguém soube de onde veio, mas que assustou à todos com sua escuridão. Todos, sob o céu negro, tiveram medo naquela hora. Mesmo que tenha durado apenas alguns segundos. Poucos segundos para se sentir medo.

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