Deixe-me morrer na minha paz
perdida,
aqui dentro do nada.
Nesse universo que criei para os outros.
Deixe-me
sozinho.
Deixe-me comer meus pensamentos
com aqueles talheres de barro.
Vá!
Fuja de minha ira indomável
enquanto não lhe morda os dentes
e sua ferida.
Ande!
Caminhe para o esquecimento das minhas vistas.
Vá para onde eu não
consiga mais tocar seu perfume.
Deixa só um retalho teu,
um corte,
um grão de
tua saliva junto à minha.
Ou uma gota do teu suor.
Um comentário:
Grande Márcio!
Que maneira bela e poética de dizer: "preciso ficar sozinho", me deixe em paz, dá um tempo, dê-me distância para eu sentir falta!"
O que é genuíno é belo! Obrigado pela partilha!
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